De dentro do onibus vejo
o bafo dos vidros e o estalo dos pingos
que anunciam a chegada
do inverno irreal
De dentro do ônibus sinto-me
protegida do vento que faz
com que as gotas simulem uma corrida
aos céus através do imenso pára-brisas
(tudo isto embalado pelo arquivo
compactado em mega-bytes e acordes
transmitios ao meu pensamento via
canal auditivo)
De dentro do ônibus levo
o meu pensamento para fora,
em um molhar-se com a água que escorre das nuvens
e que faz com que eu me confunda com ela.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário