Olhei o mar
cinza, prata, preto;
um fedor do cão.
Ou melhor,
um fedor de gente.
Clorueto de escremento,
sabão em pó pulverizado
de xícaras e xícaras
de café com adoçante.
Os peixes morrem de que?
De câncer?
Moro a duzentos e oitenta
e cinco metros - uma medida
inventada -
da Baía de Guanabara. A Baía
do Rio de Janeiro em 1500 e
1808.
Os peixes naquela época
ainda sabiam o que era
o sol.
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