Me dá um cigarro. Me dá um cigarro. Não consigo relaxar mais. A vida me sugou pela metade e me sinto sozinho, mesmo estando ao seu lado. Portanto, me dá logo um cigarro. Quero matar-me aos poucos, com a piedade dos homens de bem do governo. Quero poder pagar por todos os pensamentos estúpidos que tenho. Por tudo de estúpido que sinto diante do mundo. Eu tenho um isqueiro, posso acendê-lo. Não, não ligo que seja light. É melhor, é uma morte mais lenta, menos instantânea, menos solidária.
O sol lá fora esquenta a casa e eu preferiria estar sentindo frio. Preferiria uma chuva que não cessa - por uma semana. E ficaria cá dentro, lembrando do rosto que me causa essa aflição indigestiva e vergonhosa. Meu estômago nunca produziu uma quantidade tão intensa de ácido. Sofrer corrói a gente literalmente por dentro.
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